rosa-sinensis

ROSA-SINENSIS – a Andréa Manoel

Andréa, são para ti
os versos meus mais singelos,
porquanto teus olhos vi,
e tanto mais quero vê-los.

Nos teus olhos tenho tido
ofuscamento geral,
quando sou favorecido
por visita angelical.

Eu não me lembro do Céu,
porque nunca estive lá,
mas, feliz, tiro o chapéu
quando tu vens para cá!

Depois, fico matutando
se vi mesmo a tal morena…
Sonho que, de vez em quando,
ela chega é pela antena?

Se eu pudesse, te enviava,
pela antena do telhado,
carta de papel sem trava
para um estro apaixonado.

Sobriedade me faltando,
é melhor dar fim à prosa
que já vai se assemelhando
ao desabrochar da rosa.

Nhandeara, 21 de janeiro de 2013
Marcos Satoru Kawanami

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dissonâncias

Este soneto deu uma guinada na minha poética, talvez tenha sido o que de mais original eu tenha produzido:

DISSONÂNCIAS – para Andréa Manoel

A verdade é só uma a verdade é
só uma a verdade é só uma a ver
dá de uma só verdade é uma só
cesura censurada sem censura?

A mentira não por favor amém
tira não por favor ah mentirá
não por favor amém tira não por
favor amém amemos amaremos?

Sem grilo cri-cri à toa a morgar
dá de uma só verdade é uma só
a verdade é só uma a verdade é

não por favor amém tira não por
a mentira não por favor amém
favor cesura sem censura amemos!

Nhandeara, 4 de janeiro de 2013
Marcos Satoru Kawanami

Dom Quixote

Don Quijote de La Mancha - por Marcos Satoru Kawanami - 1992 blogFabriquei este boneco de Dom Quixote no ano de 1992, aos 16 anos de idade. Na época, eu fabricara um outro também, com escudo redondo e rachado, igual ao descrito no livro, mas não feito de bacia de barbeiro, porém feito com um nó de bambu. Este último, o dei a  uma menina. O da foto, é o que guardei comigo até hoje, e fotografei para Andréa.

hibiscus rosa-sinensis

ImageHIBISCUS ROSA-SINENSIS
to Andréa Manoel

Having walked in life through a boulevard
of dark shadows, I found a pleasant garden
where native flowers grow without a warden,
and one another are their oun reward.

People there never eat and never starve,
and yet the garden even ever broaden
cheered with fun of the loving little children
that play upside-down, run, and climb and carve!

Hibiscus is the garden one I found,
following someone’s eyes put on the horizon,
brilliant brown eyes of soul and tears on.

Andréa is the voice that since then sounds
for me, my every day so human happiness
that only as divine can be fulfilness…

Nhandeara, 17 of February of 2013
Marcos Satoru Kawanami